sexta-feira, 2 de maio de 2008

Jovens socialistas avaliam conquistas da 1ª Conferência Nacional de Juventude


Foi encerrada nesta quarta-feira, 30, a 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude. Conforme o diretor estadual da Juventude Socialista de São Paulo e membro do Conselho Nacional da Juventude (Conjuv), Fabrício Lopes, após quatro dias de plenárias com representantes de todo o país os jovens comemoram o sucesso do evento que teve como uma de suas conquistas o compromisso do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), de agilizar a votação de matérias de interesse da categoria, como é o caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que regulamenta a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais das pessoas com idades de 15 a 29 anos.


Fabrício Lopes ressaltou que o líder do PSB, deputado Márcio França (SP), foi um dos primeiros a apoiar essa PEC já em fevereiro deste ano, o que demonstra o empenho da bancada socialista em prol dos direitos dos jovens brasileiros. Para ele, um dos ganhos da conferência foi a integração dos participantes que antes não se conheciam e agora ficarão mais engajados nesse movimento social.


Entre delegados e visitantes, o encontro reuniu cerca de três mil pessoas, sendo 2.500 jovens representantes dos 27 estados brasileiros. O PSB enviou para Brasília delegações de 19 estados. "O PSB está fazendo uma articulação grande com a juventude e além disso tivemos aqui reunião com Joe Vale, do Ministério da Ciência e Tecnologia, pois o jovem não está preocupado apenas com os problemas do cotidiano, mas também com desenvolvimento tecnológico", disse.


O representante da Juventude Socialista afirmou ainda que a troca de experiências durante a conferência é outro ponto positivo do evento no qual os jovens vindos de diversas regiões puderam conhecer trabalhos desenvolvidos pelo PSB em estados como São Paulo, Ceará, Alagoas, Sergipe, Amazonas e Roraima, que contam com gestores específicos para os temas relacionados à juventude.


Realizada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, a 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude foi coordenada pela Secretaria Nacional de Juventude, com apoio do Conjuv e a da bancada federal da juventude.


Assessoria de Imprensa da Liderança do PSB na Câmara

Conferência Nacional de Juventude define 22 prioridades para a juventude

Na plenária final realizada ontem (29/4), os mais de 2000 delegados da Conferência Nacional de Juventude aprovaram as 22 prioridades de políticas públicas para este conjunto da população.

Na listagem de reivindicações, temas já tradicionais como educação e trabalho se misturam a propostas de segmentos específicas como negros e negras, mulheres e Gays, Lésbicas, Transsexuais, Transgêneros e Travestis.

Veja aqui a tabela final com as 22 prioridades.

Levantamento revela perfil das mulheres que praticam aborto no país

Agência Brasil
BRASÍLIA - Levantamento realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que a maioria dos abortos no país é feito por mulheres de 20 a 29 anos de idade, que trabalham, têm pelo menos um filho, usam métodos contraceptivos, são da religião católica e mantêm relacionamentos estáveis. De acordo com uma das coordenadoras do estudo, a antropóloga Débora Diniz, mais de 70% das mulheres que abortaram são mães.

Essas mulheres decidem pelo aborto já tendo um filho. Diferente do que vulgarmente poderia se imaginar, são mulheres já com experiência de cuidado com filhos. Elas tomam a decisão pelo aborto do alto da responsabilidade da maternidade - ressaltou.

Os resultados da pesquisa também revelam que as mulheres que praticam o aborto têm até oito anos de escolaridade e estão no mercado de trabalho com renda de até três salários mínimos, exercendo funções como as de doméstica, manicure e cabeleireira.

O estudo, realizado com financiamento do Ministério da Saúde e das Organizações Pan-Americana e Mundial de Saúde, reuniu resultados de mais de 2 mil pesquisas sobre o aborto no Brasil, elaboradas nos últimos 20 anos, com base principalmente em informações de mulheres atendidas em serviços públicos de saúde de grandes cidades depois de induzir o aborto em casa.

Medicamento de venda controlada é o principal método abortivo. O uso do medicamento de venda controlada misoprostol, conhecido como Cytotec, foi apontado como principal método abortivo utilizado no país.

Na opinião de Débora Diniz, o uso de métodos contraceptivos por cerca de 70% das mulheres que abortaram indica que eles podem estar sendo utilizados inadequadamente ou de forma descontínua, mas também que o aborto está sempre no horizonte das escolhas reprodutivas femininas.
Mesmo para as mulheres que se referem ao uso contínuo de métodos anticonceptivos, dado o índice de falha possível deles, o aborto está dentro do horizonte das práticas reprodutivas - afirmou.

Segundo ela, o uso dos contraceptivos foi registrado na maior parte dos estudos da Região Sudeste, principalmente em São Paulo, onde mais se conhece a realidade do aborto no país. Já no Nordeste, onde menos pessoas foram pesquisadas, a situação é oposta: mais de 50% das mulheres que interromperam a gestação não usaram métodos anticoncepcionais.

O relatório mostra que cerca de 200 mil mulheres foram hospitalizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência de tentativas de aborto em 2005. Os pesquisadores consideram que o número representa 20% do total de casos ocorridos no país e assim estimam mais de 1 milhão de abortos para aquele ano. A estimativa, no entanto, fica prejudicada, pois não há dados sobre interrupções induzidas de gestação fora das grandes cidades, em casa e ou em clínicas particulares.

De acordo com coordenadora, os dados mais confiáveis sobre o aborto no Brasil são de uma pesquisa realizada nos anos 90 e reaplicada em 2000 pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), pois foram obtidos em levantamentos domiciliares, utilizando o método de urna, que garante sigilo às mulheres e, conseqüentemente, melhora a qualidade da informação. Segundo o estudo, cerca de 3,7 milhões de brasileiras entre 15 e 49 anos já induziram aborto, aproximadamente 7,2% das mulheres em idade reprodutiva no país.