sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Marchinhas de Carnaval contra a corrupção




Neste carnaval, o tradicional bloco de carnaval de Brasília, Pacotão, escolheu a Corrupção no DF como tema para compor sua marchinha. O "Bolsetão da Eurides" é o protesto irreverente, fácil de aprender, e já está "na boca do povo".


O bloco "Nós que nos amamos tanto", formado por jornalistas da cidade, também entrou na festa e compôs a letra "Não tem ladrão que fique triste", para desfilar no carnaval da cidade.


Para você não desafinar na hora da folia, confira as letras:



Pacotão - ”Bolsetão da Eurides”

Eurides Brito enche o bolsetão/ Com o dinheiro da corrupção (Bis)

Mas ela é feia! É muito feia!/Mas ela está com a bolseta cheia (Bis)

Nós que nos amamos tanto: “Não tem ladrão que fique triste”

Oh meu Deus/Protegei nós que roubamos

Nós Que Nos Amamos Tanto, em 2010/ Brasília faz 50 anos

Tudo começou num avião/De Lucio Costa e Niemeyer

Tesourinhas, superquadras e palácios/Os candangos em todos os traços

Mas o projeto era superfaturado/Nem Juscelino segurou a malandragem

E agora que já é cidade feita/Veio o Durval e entregou toda a receita

Tem uva passa, fruta seca e propina/É o panetone do Arruda em Brasília

Regeneração/No GDF não existe/Tem caixa 2, tem cueca, mensalão/Não tem ladrão que fique triste

Democrata Arruda,/Reza, chora e nunca muda

Depois do painel, embolsou 50 mil,/E vai torrar lá na Papuda

Grana na meia, mas que catinga/Até o Roriz pode acabar no Buritinga


Rollemberg defende saída constitucional para a crise política vivida pelo DF


Durante encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, líder do PSB pede que STF agilize a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que trata da possibilidade de abertura de ação penal contra o governador Arruda

Em reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, o líder do PSB na Câmara, deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), manifestou preocupação com a crise política vivida pelo Distrito Federal. Os dois conversaram sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) que contesta o artigo 60 da Lei Orgânica que exige autorização da Câmara Legislativa para processar o governador do DF. A ação foi movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Rollemberg entende que a PGR acertou ao recorrer ao STF para requerer a inconstitucionalidade do artigo 60 da Lei Orgânica do DF. “Nós sabemos que a Câmara Legislativa do DF não tem a menor condição de decidir o impeachment do Governador, já que oito dos seus 24 deputados titulares e dois dos seus suplentes foram acusados”, avalia Rollemberg.

O parlamentar afirmou ao ministro Gilmar Mendes que a prisão de hoje do servidor aposentado Antônio Bento da Silva, filmado durante uma tentativa de suborno a uma testemunha do inquérito que investiga o esquema de corrupção no DF, demonstra claramente a necessidade do Judiciário interferir no processo. “Está claro que os acusados estão buscando impedir as investigações”.

Confiança na Justiça
O presidente do STF ressaltou que o assunto é importante e que observará os prazos para dar celeridade ao processo. Rollemberg confia que o Supremo encontrará uma saída jurídica e constitucional para a crise. “Só o STF, o STJ e uma ampla mobilização popular podem dar fim a essa crise que envergonha a população do DF”, declara.

Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) nº 4.632, o procurador-geral, Roberto Gurgel, argumenta que a norma é "inválida" uma vez que a Lei Orgânica não pode estabelecer restrições à competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar e julgar governadores. "A lei distrital não pode limitar a Constituição Federal", afirmou a PGR.

Na opinião de Rollemberg, “é fundamental para a democracia que o Judiciário exerça de forma plena e ágil a investigação e a punição dos envolvidos na Operação Caixa de Pandora, cujos atos causam vergonha aos brasileiros e maculam a história do Distrito Federal”.
Assessoria do Deputado

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O preconceito social


Ontem assisti na televisão o filme brasileiro "Era Uma Vez" do diretor Breno Silveira que conta a história de Dé, morador do morro do Cantagalo no Rio de Janeiro que trabalha num quiosque de vendas de cachorro quente em Ipanema. O jovem apaixona-se por Nina, menina nascida em berço de ouro que mora num apartamento de luxo. Os dois namoram e problemas surgem por serem de origens diferentes. Aí já viu! A família de Nina não aceita e começa a pressionar pelo fim do namoro. No meio disso tudo Nina decide fugir com Dé, e seu irmão, líder do tráfico no Morro, decide promover um festa de despedida, quando Nina é sequestrada por ele.
O pai de Nina vai à imprensa e diz que Dé a sequestrou, ele que nada tem a haver com o caso atira em seu irmão para salvar Nina. Ao chegarem ao asfalto Nina e Dé se deparam com mais um choque de realidade, a policia está em frente ao apartamento dela à espera de Dé, por garantir que ele é o sequestrador. Eles se escondem no quiosque. Nina pede ajuda ao pai dizendo que Dé salvou sua vida. O que não adianta, a policia atira nele e o mata. Revoltada, Nina pega a arma de Dé e começa a atirar contra a polícia, que imediatamente revida matando-a.
O filme faz uma crítica social ao modo da sociedade se relacionar, pois o fato do menino Dé ser morador da favela não significa que ele seja um bandido real ou em potencial, mas a sociedade de classe média e alta já o julga como tal. O final onde o menino é morto relata o pensamento de parte da sociedade que não quer nem saber e já pensa que esse mal tem de ser exterminado rapidamente, sem mesmo saber quem ele é.
O ator Thiago Martins, que interpretou Dé, é morador de morro, trabalha durante o dia, estuda à noite e não tem nenhuma ligação com o crime organizado, pelo contrário, foi selecionado para trabalhar no filme por fazer parte de grupo de teatro comunitário, faz um comentário bastante esclarecedor sobre essa situação : "se as pessoas olhassem para as outras com mas carinho, as coisas seriam diferente."


Gabriel Villarim – Representante da JSB no Congresso Nacional